sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

E começou assim:


" Para você ir sabendo,

Hoje, pela milésima vez, acordei sem querer acordar. Queria ficar alí com os olhos fechados, para talvez continuar mais um dos incontáveis sonhos que tenho com você. Você não sai do meu pensamento. Você não sai de mim. E não há banho que resolva. Não há filme que distraia. Não há amor que faça esquecer. No final das contas, eu ainda amo você. E fico me achando engraçado, quando procuro feito um bêbado, você em outras pessoas. Procurando aquele romance que é só meu e seu, em qualquer outro lugar, que não em você. E você segue fugindo, Amanda.
Você foge pra algum lugar, onde minhas mãos não chegam. Você foge como quem esperasse achar alguma coisa outra. Mas o que é que você quer, Amanda ? Uma vez você disse que me amava, lembra ? E agora, Amanda ? Ainda ama ? Uma vez tracei um plano( que talvez ainda ponha em prática). Pensei que nunca mais falaria do meu amor por você, até o dia da sua formatura. Nesse dia, iria invadir o salão e pedir você em casamento. Mas sabe do que mais ? Acho que você diria não. E eu aprendi a conviver com o seu não. Esses meus outros amores, são todos bons. Todos me fazem bem, mas no final das contas, eu ainda amo você. Nunca sonhei tanto tempo com uma pessoa só, Amanda. Desde o colegial. Eu achei que o tempo iria me fazer esquecer, mas passado tanto, eu ainda sei dizer que te amo. Quando você vai entender isso, Amanda ? Me faltam músculos ? Me sobra amor ? Não preciso mais lhe entender. Já aprendi a lhe amar apesar da distância.
Sabe, ontem eu escrevi uma música. Depois que ficou pronta, lí e achei que era sem sentido. Mas depois de um ou dois minutos, ví que falava sobre você. Isso, por que todos os meus sentidos apontam pra você, Amanda. E tudo meu que é sem sentido, também. Fiquei parado, pensando que talvez um dia os nossos sentidos sejam os mesmos. Talvez um dia, nós dois venhamos pelo mesmo sentido. E nesse dia, Amanda, eu vou sentir você com todos os meus sentidos. Nesse dia, Amanda, talvez, todo esse amor no qual eu ainda acredito, possa enfim fazer sentido.
Amanhã estou embarcando para Havana. Estou levando meia dúzia de roupas na bagagem e você. Em cinco anos eu volto. Aí, talvez já tenha dado tempo de você me amar o suficiente. Ou talvez você vá me ver no aeroporto. Ou talvez me telefone. E ainda agora, e depois de mais cinco anos, eu sei que no final das contas, eu ainda vou amar você."

Salvador, Por não se sabe quantas primaveras...

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